Tem que estar pronto para ser mãe ou pai?

Quando se fala em ter filhos, muitas vezes nos perguntamos, ou perguntamos a pessoas à nossa volta, “você está pronto?”.

Mas, precisa estar pronto?

O “vir-a-ser” mãe ou pai é um processo contínuo e em constante movimento. O que isso quer dizer? Quer dizer que não existe aquilo de “estarmos prontos” para desempenhar esse papel. Podemos dizer que temos adequadas condições financeiras para prover o sustento do filho, podemos dizer que pensamos com maior frequência na possibilidade de ter filhos e por isso a sensação de “estarmos prontos”. No entanto, a verdade é que nunca estamos prontos.

Podemos, sim, estar dispostos!

Dispostos a APRENDER, dispostos a errar e acertar, dispostos a entender que será necessário se reprogramar o tempo todo. Dispostos a seguir nossos instintos mais primitivos e a deixar de lado algumas vezes as exigências da sociedade. Isso acontece em várias esferas e em diferentes momentos da nossa vida e não seria diferente no momento em que nos tornamos pais.

E em que momento nos “tornamos pais”?

Já inicia quando começamos a pensar, a visualizar a vida com aquela pessoinha extra, aquele imaginário de “Como seria? Fácil? Difícil?” Aqui já começamos a “brincar” com a ideia! Depois que nasce o bebê, tudo o que havíamos imaginado pode acontecer ou não! Na verdade, na maioria das vezes, por mais preparados que pensamos estar, somos “pegos de surpresa” e precisamos remodelar toda a nossa rotina, sair da zona de conforto, reaprender coisas, tudo ao mesmo tempo!

E é então que tudo muda!

Muda nossa identidade, e eu falo da identidade pessoal e a do casal também! Oras, antes eu era um(a) “profissional” ou um(a) “estudante”, ou “namorada(o), esposa(o)” no máximo! Depois passamos também a ser pais! Aqui não cabe dizer se era melhor antes ou depois, mas apenas perceber que para os dois lados (pré e pós maternidade/paternidade) existem ganhos e perdas!

As mudanças passam a ser diversas, aquela identidade de casal também deve ser reformulada, novas funções para ambos passam a ser atreladas, coisas pequenas como horário para fazer as coisas, redefinir gastos, redefinir hábitos… A rotina passa a ser mais regrada que antes. E se o casal está bem-disposto (e também se as atividades domésticas e de cuidados com o filho são divididas igualmente) tudo isso passa a ser positivo para a relação! Aumenta a cumplicidade, o real e verdadeiro conhecimento do parceiro, sem máscaras ou fachadas, o sentimento de pertencimento a um núcleo comum: a família e, consequentemente, o fortalecimento dos laços de amor mútuo!

Uma eterna aventura de evolução!

Agora, sobre o eterno “vir-a-ser” de mães e pais: estamos sempre aprendendo e pouco a pouco ampliando a consciência de si mesmo e do outro! Ou pelo menos é o que devemos fazer. Pais atentos sabem que, especialmente quando os filhos são bebês, tudo muda tão rapidamente que quando se começa a entender um comportamento “X” do seu bebê, ele já tem outro comportamento-incógnita que precisaremos decifrar e com o qual deveremos lidar! É um mundo cheio de aventuras e, para quem gosta de bons desafios, um prato cheio!

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