Os benefícios psicológicos das experiências multiculturais

mundo-na-rede

A globalização e os meios de comunicação e informação atuais permitem que cada vez mais tenhamos acesso às diversas culturas e línguas. Graças a esses meios, podemos conhecer o  modo de vida mesmo de pessoas que estão do lado oposto no globo, e, com isso, a distância passa a ser relativa e perde o seu sentido. Ou seja, existe um sentimento de proximidade e conhecimento que ultrapassa as barreiras das distâncias físicas. Também as facilidades de deslocamento permitem o aumento de contato com diferentes pessoas, de diferentes ideias e hábitos.

Toda essa interação tem impactos em nossa mente

Os intercâmbios culturais entre sociedades é histórico, sempre ocorreram, em maior ou menor grau. Essa interação favorece (e muito!) o desenvolvimento pessoal, enriquece nossos repertórios de pensamentos e ideias, amplia a percepção que temos de nós mesmos e dos outros, refletindo no amadurecimento cognitivo e emocional.

As experiências multiculturais devem ser sempre incentivadas desde cedo por pais e educadores

As crianças que podem ampliar seu repertório cultural (com acesso à diversidade de pensamentos, ideias, línguas etc.) estarão certamente “à frente de seu tempo” e terão ganhos que levarão por toda a vida. Para tanto, é de extrema importância a clara noção do valor dessa diversidade e não do confronto e julgamento entre culturas!

Por isso, é fundamental que pais e educadores estejam atentos para estimular o conhecimento da diversidade sem julgamentos de valor, sem maximizar ou minimizar a importância de uma ou outra cultura. Deve-se sempre levar em consideração que não existe “o melhor” ou “o pior”, apenas diferentes modos. E para enxergar o valor dessa diversidade, é preciso saber retirar do caminho as próprias referências e abandonar a visão autocentrada.

Quanto maior a capacidade altruísta de uma pessoa, melhor será o entendimento dessa perspectiva de pensamento!

Na prática

Quando seu filho começa a escrever, muitas vezes o faz de forma desordenada, da direita pra esquerda, de cabeça pra baixo, pouco importa… pra ele! Nós, como pais e educadores, “donos do saber”, temos tendência a dizer “Que lindo! Mas… tá ao contrário, tá errado ou não se escreve assim!”. Deveríamos saber dizer “não se escreve assim em Português, ou em Francês”, pois em Árabe se escreve sim da direita pra esquerda,  e em Japonês de cima pra baixo.

Este é um exemplo certamente muito simples de enriquecimento da diversidade de referências. Mas juntado a outras experiências (comportamentais, culturais, intelectuais) pode sim construir uma forma de pensar menos autocentrada, mais aberta e tolerante, neste adulto de amanhã.

E você? Como tem incentivado seus filhos à experiência multicultural?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *